terça-feira, 21 de julho de 2009

triste.
Que nervosssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss...
Lost in Translation

E é já daqui a umas horas que faço o primeiro exame nesta profissão que escolhi.
Mais uma batalha a vencer nesta guerra...

Quem me dera estar na lua

"Apollo 11 foi a quinta missão tripulada do Programa Apollo e primeira a pousar na Lua, em 20 de julho de 1969. Tripulada pelos astronautas Neil Armstrong, Edwin 'Buzz' Aldrin e Michael Collins, a missão cumpriu o objectivo final do presidente John F. Kennedy, que, em discurso ao povo norte-americano em 1962, estabeleceu o prazo do fim da década para que o programa espacial dos Estados Unidos realizasse este feito. Neil Armstrong, comandante da missão, foi o primeiro ser humano a pisar na superfície lunar.

Composta pelo
módulo de comando Columbia, do módulo lunar Eagle e do módulo de serviço, a Apollo 11, com seus três tripulantes a bordo, foi lançada de Cabo Canaveral, na Flórida, às 13:32 UTC de 16 de julho, na ponta de um foguete Saturno V, sob as vistas de centenas de milhares de espectadores que lotavam estradas, praias e campos ao redor do Centro Espacial Kennedy e de milhões de espectadores pela televisão em todo o mundo, para a histórica missão de oito dias de duração, que culminou com as duas horas de caminhada de Armstrong e Aldrin na Lua."

in wikipédia

1

1 ano de existência!
parabéns
arco
iris
de
papel

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A minha expiação não me gera alívio. E hoje constatou-se o pior:
liberdade condicional.

Expiação

Bem, o ânimo e humor neste blog andam pelas ruas da amargura...Oh God, quanto pesar se carrega por aqui. Oxalá fôssemos como os grandes escritores e esta fase seria frutífera ao nascimento de uma obra de arte.
A angústia sempre me pareceu um àvido motor para quem sabe fazer arte. Oxalá fosse eu capaz de a produzir numa qualquer das suas vertentes, saíndo de mim e vivendo a vida de outrém, atirando para uma tela as feias cores com que vejo o meu mundo hoje e fazendo nascer uma qualquer realidade aos olhos dos outros, ou ser capaz de juntar palavras num poema, num texto, num romance inventado que dissesse mais do que a maior parte das pessoas consegue dizer. Mas não. Não sei. Infelizmente. Fico-me. Com as minhas angústias e lamentos, deixando aqui mais um, e, esperando que amanhã o sol que nasce para todos nasça também em mim.

Nem sei que título dar a isto!!!!

Mais um fim-de-semana deprimente, começou mal e acabou pior...
Nem estudar nem o caraças.
O que vale é que o primeiro exame é já depois de amanhã...

Das duas uma, ou amanhã isto rende o suficiente para compensar estes últimos dias que não tive cabeça para nada, ou então já fui!!!

Sem esquecer que na sexta há outro exame!!

domingo, 19 de julho de 2009

"A fidelidade faz parte da paixão pela propriedade. Abandonaríamos muitas coisas se não receássemos que outros se apoderassem delas."

Oscar Wilde

sábado, 18 de julho de 2009

"Às vezes, quando tudo dá errado acontecem coisas tão maravilhosas que jamais teriam acontecido se tudo tivesse dado certo."

Isto é verdade???? Sim?
Apesar de dizer "às vezes", quero acreditar que é verdade e que acontece sempre...
Que neura,
Nada corre como previsto,
Não há vontade para nada,
A vida continua a mesma,
O cansaço é mais que muito,
Nada muda,
Não há cabeça para estudar,
Nada prevê uma mudança,

Só estou bem onde não estou,

Nem o facto de estar quase a ficar de férias me anima.

Mas que mal fiz eu??!!!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

A contar os dias...

Para a liberdade ou para a liberdade condicional?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Gostava que a minha vida fosse como o fundo deste blog: cor de rosa! Mas neste momento está mais parecida com o fundo do header...um monte de areia...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O ano passado por esta altura, já estava de férias.

Quero 2 destes


domingo, 12 de julho de 2009

Triste,
Aborrecida,
Chateada,
Cansada,
Stressada,
Adoentada,
Estoirada,
De rastos,
Gripada,
Impaciente,
Irritada,
Furiosa,
É assim que me sinto agora, mas espero que o mais breve possível possa escrever um post com os antónimos todos...
Julho, Sábado, a estudar a matéria mais odiosa do planeta.
Isto não deveria estar a acontecer em Julho...já deveria ter acabado este martírio.
Reunião dos G8

sábado, 11 de julho de 2009

Sexta para Sábado: são três da manhã e eu a estudar...
Isto está bonito está!!!!!!!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Eu não sei o que quero ser quando for grande, às vezes acho que sei o que não quero ser, mas a verdade é que não sei nada de nada. Nem sei o que quero, nem tenho muitas certezas sobre o que não quero.

Ally:It's alright to believe in things you know aren't real. Law and love are the same - romantic in concept but the actual practice can give you a yeast infection.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Li um post em http://cuidadoaoabrir.blogspot.com/, em que a actriz Dana Delany enumerava dez coisas que os homens não sabem sobre as mulheres, de todas aquela com que mais concordo é:

Existe algo interessante num homem que sabe conduzir: calmo, bons reflexos, sabe para onde vai, entra e sai de situações com graciosidade, sabe quando deve ir mais depressa e mais devagar. Invariavelmente é bom na cama.

True.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ainda sobre o Cristy

Eu queria ganhar num mês, o que ele ganha em um dia.
Ai, que dor de cotovelo....

Hoje foi dia...

Cri-cri-cri-cri..Cristiaaaaano Róonaldo.
Madrid: uma cidade tão gira e tanta gente sem ter mais nada que fazer!

Vizinhos

Deve ser fixe não ter vizinhos. Deve ser muito fixe.
Grrrrrh, uma qualquer criatura que habita o mesmo prédio está desde das 10h de hoje a ouvir a mesma música, sem parar, repeat, repeat....Qualquer coisa como: "Boa Soooorteeeeeeeeeee....", se eu apanhasse o cd que ele está a ouvir, ele tinha cá uma sorte...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A ressacar de séries #1



How I met your mother

terça-feira, 30 de junho de 2009

I wish

gostava tanto, tanto, tanto de ser organizada e empenhada e responsável e assim essas qualidades que tanta falta fazem, como ... ... ... ... ... ... ... EU ERA, QUANDO ERA PEQUENINA!Eu fui uma criança responsável e organizada, capaz de orgulhar qualquer mãe, avó e professora, e tornei-me numa adulta completamente desorientada, qualquer dia perco-me no meu próprio quarto.

Playboy, um tema extremamente valorizado

Não é um tema muito interessante, mas vou falar disto porque acho curioso como, por esta blogoesfera fora, quase todos os bloggers falam disso. Não percebo muito das edições da revista no estrangeiro, mas ao que parece, e, dadas as muitas críticas à recém criada versão portuguesa, as ditas estrangeiras devem ser um espectáculo de luxúria, charme e elegância. Enfim, e ao que parece a portuguesa não! As fotografadas não são assim tão espectaculares, quase não se sabe o que fazem da vida. As mulheres portuguesas mais desejadas dificilmente o farão. Opinar sobre a qualidade do trabalho é coisa que não tenho muita legitimidade para fazer, nunca vi as edições estrangeiras, quanto à portuguesa a primeira capa era horrível e folhear só vi uma, e de facto, o que vi não era nada de extraordinário, artísticamente, se fosse lésbica talvez achasse mais piada. Só me faz espécie, uma coisa: tendo em conta que sai todos os meses...daqui a pouco não há famosas portuguesas para se despirem...

Autógrafos

Agora que morreu o Michael Jackson há uma boa hipótese de negócio: vender no e-bay autógrafos ou qualquer coisa que alguém tenha conseguido do cantor. Está valorizado, com tanto fã doidinho para conseguir uma recordação, até se podem subir preços!!! Pergunto-me para que servirão os autógrafos? Nunca percebi muito bem, se bem que, também pedi dois. Quando tinha 8 anos pedi autógrafos aos Onda Choc, e uns anos depois pedi ao Hugo Leal (acho que é assim que se chama...) quando ele jogava no Benfica. Portanto, nunca vou poder vender estes autógrafos que consegui. Acho que não haverá interessados.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Queijadas de requeijão



objectos de desejo

palavras de outrém que se aplicam ao meu caso...

"O telemóvel deixou de ser um objecto essencial para mim. Desde há algum tempo que me esqueço dele na mala, em casa e ao longo do dia nem me lembro sequer que existe. Só muito de vez em quando acontece estar a remexer na mala e lembrar-me do dito cujo e lá reparo que tenho uma ou outra mensagem ou alguma chamada não atendida. É que depois tenho a mania de o ter sempre no silêncio... não gosto de ouvir telemóveis a tocar em público e evito fazê-lo.Talvez me preocupe pouco porque sei que está ali, caso precise dele. Mesmo assim, acho que não me faz grande falta nos dias que correm. Não é um objecto indispensável, pelo menos."

É bom saber que não sou a única "distraída" com o telemóvel...

Nota

Michael, Latoya e Janet Jackson têm os três o nariz parecido! Poderia ser por serem irmãos, mas acho que é mesmo prova de que recorreram ao mesmo cirurgião plástico.
Por mim as eleições bem que poderiam ser exactamente no mesmo dia!!! Assim só se tinha o trabalho de votar uma vez!

domingo, 28 de junho de 2009

Domingos de Junho

Vivendo no meio de uma tempestade tropical...os novos Domingos de Junho: chuvosos!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Prisões


Haverá vida mais triste do que a vida destes peixes? Saiem de uma loja, de um aquário grande onde viviam com muitos peixes, dentro de um saco de plástico transparente, para se mudarem para um objecto circular de vidro minúsculo. Quando é altura de limpezas do aquário lá se mudam para um recipiente minúsculo qualquer durante uns minutos, e, depois voltam para a sua minúscula casa. Ainda bem que têm memória de Dóri...porque lembrar disto...
Tive dois peixes destes quando era pequena. Coitadinhos. Morreram. Duraram muito pouco tempo nas minhas mãos. Uma manhã, quando acordei, passei pelo aquário e lá estava um...mortinho. Boiava à superfície com uma pinta preta, passado um dia ou dois o outro estava no mesmo estado. Era pequena, tinha ouvido falar no monstro do cancro há pouco tempo, e foi essa, para mim a causa da morte dos meus peixes. Dizia a todos os adultos que os meus peixinhos morreram de cancro.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Durmo mal, dia sim, dia não. Está muito calor, depois fico com frio, depois há barulhos estranhos, repetitivos e irritantes. Hoje recebi duas notícias: uma :( , uma :).

sábado, 20 de junho de 2009

sol de assar o cérebro!!!!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Mulheres=Homens de acção...

Bem, normalmente toda a gente diz o contrário. Mulheres complicadas, paranóicas, etc...

"Quando me perguntam o que acho das mulheres, a minha inclinação natural é responder como um arguido: "Nada a declarar." Acho preferível exercer o meu direito ao silêncio, não vá alguém usar contra mim algumas das minhas palavras. Todo o homem é isso mesmo, começa como arguido diante das mulheres. Precisa de provar para não ser condenado.Por isso, sempre achei que o segredo do negócio é dizer pouco e escutar muito. Se sei alguma coisa sobre as mulheres, é o mesmo que sei sobre economia: sei que devia saber mais. Mas não sei. E o que sei é mais ou menos o que irei repetir aqui. É o seguinte. Toda a mulher - bela, feia, mediana, celestial, não importa - é, como dizia Cesare Pavese, um "homem de acção". Pavese teve uma paixão funérea (por uma americana que o chutou para canto) e disse que as mulheres são "homens de acção". Não acabou bem: matou-se. Os seus diários estão cheios dessa necessidade de perceber as mulheres, de prever as mulheres - e as mulheres, já se sabe, não querem nada muito transparente que logo se cansam. Pavese até sabia e foi por saber que se lixou.De qualquer maneira, o que importa é essa visão realista sobre as mulheres: as mulheres como criaturas menos falíveis, menos lunáticas do que os homens, as mulheres dotadas de maior pragmatismo e lucidez que os do "outro lado".Para as mulheres, não existem abstracções. Por exemplo, não existe o Homem mas homens concretos e mulheres concretas. Existe o pai, o irmão ou, desculpem o termo, o companheiro; nunca o membro insípido e distante da espécie. Depois, reparem que as mulheres, que nunca fizeram muitas revoluções, nunca fizeram, sobretudo, revoluções inúteis. O sufragismo foi uma revolução útil. As feministas empenhadas sabiam que não estavam a contemplar a terrífica exploração masculina para ocupar tempo. Queriam uma nova revolução para alcançar algo novo e importante. Elas não trabalham de borla. Quando os soldados portugueses partiram para a Flandres na primeira Guerra Mundial, as mulheres portuguesas organizaram peditórios públicos. Não era generosidade. Não eram tempos livres. Era o imenso pragmatismo feminino a acontecer. Pensem num dos casais mais célebres de todos os tempos, Xantipa e Sócrates. Quem era Xantipa? Discutia Parménides com o marido? Nada disso importa. Porque Xantipa sabia mais do que Sócrates, é o que vos digo. E talvez olhasse para o pobre com algum compassivo desprezo. As mulheres não querem saber o que são as coisas. Não são filósofas. Querem perceber antes como funcionam e o que se pode fazer com elas. Querem saber como fazer. O "como" é o que lhes interessa. São homens de acção à espera de uma batalha."

in Jornal i, por Pedro Lomba, Publicado em 06 de Junho de 2009
E pronto, de tanto que se reclamou, o São Pedro fez a vontade do povo e chegou o calor. Dias quentes, noites quentes. Passo as noites a acordar com calor, enfim, continua um Verão atípico, mas é Verão.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Audrey

Com efeito, uma das mulheres mais bonitas do mundo. Simples, elegante e graciosa.
Ai quem me dera ser como ela!

ser saudável é uma chatice

Comer frutinhas e vegetais faz muitíssimo bem mas é uma chatice. Na alimentação está tudo mal. O que faz bem deveria ser mau, o que faz mal deveria ser saudável.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

...apetece-me cortar tudo. Cortar com tudo. Que raiva, que raiva, que ódio, que ódio. Que cansaço tão permanente, tão constante, tão presente. Que tédio, que chatice. Há más escolhas que temos de carregar às costas toda a vida.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Feliz dia de Santo Antoninho, sim?!


Santo Antoninho

Santo Antoninho tu vê lá se não te esqueces de mim,
olha que eu vou lá estar na tua noite.
Santo Antoninho fico à espera que me tragas novidades, mas das boas porque de merda estou eu farta.

Uma espécie de mini-férias

Nos últimos tempos não considero que me ande a aguentar à bronca,
um cansaço que nem sei como é possível,
o tempo passa a correr, não dou mesmo por ele,
não há tempo para as mais pequenas coisas,
trabalhar, trabalhar, trabalhar,
e agora que supostamente seria para descansar e aproveitar estes dias sem trabalho,
toca a estudar...
Ai, ai que já não estou a achar piada nenhuma a isto, de férias é que não tem nada.
E como se não bastasse, já estou mesmo a ver a semana de cão que vou ter...

Silk

Sim, tinha curiosidade em conher,
tem, de facto, uma vista linda,
vê-se Lisboa lá bem do alt, talvez como nunca tinha visto,
mas em termos de frequência não há paciência.

Circo du Soleil

Fui, gostei, diverti-me e achei um excelente espectáculo!
Não sei como conseguem fazer aquelas coisas,
não sei como saltam tanto,
não sei como se torcem todos,
Vale a pena ir!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Deus quer impedir o mal mas não consegue?
Então não é omnipotente.
Ele é capaz mas não o quer?
Então é malévolo.
Ele é capaz e quer?
Então porque se comete o mal?
Ele não é capaz nem o quer?
Então porque lhe chamam de deus?

-Epicuro

terça-feira, 9 de junho de 2009

"Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração.
Não me façam ser quem não sou.
Não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente.
Não sei amar pela metade.
Não sei viver de mentira.
Não sei voar de pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre."

Clarice Lispector

segunda-feira, 8 de junho de 2009

As três peneiras de Sócrates

Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:
- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!
- Espera - disse o sábio. Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.
- Três peneiras? Que queres dizer?
- Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?
- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exactamente se é verdade.
- A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?
Envergonhado, o homem respondeu:
- Devo confessar que não.
- A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?
- Útil? Na verdade, não.
- Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti.

São Pedro:

Estamos em Junho.
Onde está o Verão?

domingo, 7 de junho de 2009

Silêncio

Que eu preciso estudar!!!

sábado, 6 de junho de 2009

Vou votar! Em quem? Não sei. Mas é indiferente

Acaba o período de reflexão. Reflexão de quê? Pergunto-me.
Esta campanha foi uma pobreza tremenda, foram quinze dias penosíssimos, que demonstraram bem a falta de qualidade da política em Portugal e a tremenda mediocridade da maioria dos seus interventores.
Vive-se num mundo, numa Europa, num país à beira do colapso económico, financeiro e educacional. Colapso de consequências incalculáveis.
Ora, numa Europa políticamente unida há 24 anos em que muitas medidas nos foram prejudiciais, outras tantas nos foram benéficas...uma coisa é certa. Sozinhos não conseguíriamos jamais subsistir! Mas os portugueses sabem o que significa ser um Estado-membro da UE, sendo que efectivamente o são há 24 anos? Ou apenas serve para podermos ir a Espanha sem ter de fazer o passaporte!?
A campanha serve para quê? Os candidatos a deputados foram incapazes de dizer em que é que o Parlamento Europeu interessava a Portugal, quais os caminhos que devíamos trilhar, quais escolhas que deveríamos fazer, que restrições iriamos, enquanto europeus, enfrentar. Nada.
Amanhã sabemos em quê e para quê vamos votar?
O que é o Parlamento Europeu?
Em que nos vincula o Parlamento Europeu?
O que fazem os deputados portugueses no Parlamento Europeu?
Quais são os objectivos e planos dos candidatos?

...
...
...

Tretas. Andaram a discutir o BPN, a fazer vinganças pessoais, o costume. Explicar que é bom, nada.
Mas o mais triste é que as pessoas também não estão muito interessadas em saber sobe nada. Porque as pessoas têm partidos, assim como têm clubes de futebol, sem julgamentos sérios, sem exigências. Porque se pensa que: "não gosto do candidato do meu partido, mas é o meu partido...". Não acompanham evoluções. Não há consciência cívica. São do PS como são do Benfica, são do SPORTING como são do PSD. Mas a escolha não abunda porque a política não passa de uma amálgama de mediocridade. E por isto há os votantes fixos, os que são de um determinado partido porque este faz parte integrante do seu ser, assim como o seu clube e, por outro lado, há taxas de abstenção escandalosas.

Eu vou votar amanhã sem grandes esperanças no futuro político português. Mas vou votar, sim.
Vou votar para ter o direito de dizer mal.

E sobretudo, vou votar porque dou demasiado valor a todas aquelas que lutaram para que eu, hoje, tivesse o direito de o fazer.
Portugal acabou de marcar o segundo golo
weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!
Well, well, a tecnologia odeia-me e sempre me odiou, mas é impressionante...
Quando se avaria uma coisa avariam-se duas ou três. Há uns dias o telemóvel avariou-se do nada passados dois dias ficou bem, sozinhinto. Foi um ar que se lhe deu. Ontem o carregador do portátil, sendo que, o computador tem a bateria viciada, é o mesmo que não ter computador. Acho que alguém me fez uma bruxaria, um bruxedo ou coisa assim, ou então não, são mesmo as máquinas que têm vida própria e me odeiam.

sexta-feira, 5 de junho de 2009


Há 25 anos Alexey Pajitnov criou o que para muitos foi o primeiro jogo, verdadeiramente viciante. Começou por ser do exército russo e logo foi adquirido pela nintendo. E eu fui bastante viciada em tetris, ainda gosto de jogar.


quinta-feira, 4 de junho de 2009

"Solidão não é falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo. Isso é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar. Isso é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos. Isso é equilibrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsivamente para que revejamos a nossa vida... Isso é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio da gente ao nosso lado. Isso é circunstância.

Solidão é muito mais que tudo isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão a nossa alma".
(Frase atribuída a Chico Buarque da Holanda)

Facebook

Não serve para nada tal como o hi5 e afins, mas é um bom meio de perder tempo na internet, a fazer testes parvos, sobre tudo e mais alguma coisa.
Se fosses um perfume qual serias?Se fosses uma rua...se fosses um filme...etc.
Parecem os temas das composições da escola primária.

quarta-feira, 3 de junho de 2009


"Quatro coisas são, na vida irreversíveis:
A pedra depois de atirada
A palavra depois de proferida
A ocasião depois de perdida
O tempo depois de passado"

(Provérbio chinês)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

sábado, 30 de maio de 2009

Twilight

Nunca pensei gostar deste filme, mas gostei. Agora tenho mesmo de ler o livro.
Sempre tive uma pancada por vampiros, talvez seja por isso...mas ainda assim...
nunca pensei achar um vampiro bonito e sedutor, mas este Edward acho.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

desconfio que se fizesse exames de sangue, até aí eu chumbaria....

terça-feira, 26 de maio de 2009

Hoje foi um dia cansativo e chato, que me deixou sem energia para nada.
Ontem no médico:
Médico - Então diga lá o que se passou consigo?
Eu - Estava na brincadeira, ....
Médico - Mas você com essa idade ainda brinca???
Eu - Pois...
(mas é suposto não brincar com esta idade?)

Lesionda

A lesão de ontem obrigou-me a ficar em casa e não ir trabalhar.
Então não é que, finalmente, fiquei em casa a estudar, a tratar de tudo aquilo que andava há mais de uma mês para fazer e ainda dormi uma cestinha à antiga!!!!!!!!!

segunda-feira, 25 de maio de 2009


A brincadeira deste domingo à tarde deu num pé torcido.
Disse o médico, uma semana em casa e duas semanas de muletas. Toma e vai buscar!
É óbvio que não vou fazer nada disso! Nem sei andar de muletas, ainda caio para aí e fico pior.
Vou tentar andar com as muletas uma semana, mas ficar em casa tanto tempo será impossível.



domingo, 24 de maio de 2009

* Os Domingos deveriam durar para sempre.

* As minhas séries favoritas chegaram ao season finale.

* Amanhã é 2.ª feira
...aquela que pode ser chamada de uma última 2.ª feira...

Anatomia de Grey: quotes 3

We spend our whole lives worrying about the future, planning for the future, trying to predict the future, as if figuring it out will cushion the blow. But the future is always changing. The future is the home of our deepest fears and wildest hopes. But one thing is certain when it finally reveals itself. The future is never the way we imagined it.

Episódio: Here´s To Future Days (23/24); Now Or Never (24/24)

Anatomia de Grey: quotes 2

Did you say it? ‘I love you. I don’t ever want to live without you. You changed my life.’ Did you say it? Make a plan. Set a goal. Work toward it, but every now and then, look around; Drink it in ’cause this is it. It might all be gone tomorrow.

Anatomia de Grey: quotes

You never know the biggest day of your life is the biggest day. Not until it’s happening. You don’t recognize the biggest day of your life, not until you’re right in the middle of it. The day you commit to something or someone. The day you get your heart broken. The day you meet your soul mate. The day you realize there’s not enough time, because you wanna live forever. Those are the biggest days. The perfect days….

...o melhor dia da vida...

sábado, 23 de maio de 2009

Jornal de Sexta-feira à noite da TVI, ontem atingiu o seu auge enquanto programa inexplicável...


Marinho Pinto (lutador convidado)
vs
Moura Guedes (lutador residente)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Scarlett



E, a propósito do último filme que vi, continuo a achar que esta actriz, apesar de ser muito gira, é sempre muito igual. Talvez seja dos 4 ou 5 filmes que vi em que ela entra, mas é sempre a mesma coisa. Normalmente, a jovem bela e ingénua a roçar o otária, que se apaixona e é enganada... ... ...ou, que simplesmente se apaixona, mas...é sempre a mesma expressão facial, os mesmos gestos...

terça-feira, 19 de maio de 2009

He´s just not that into you

Filme mauzinho, mauzinho...péssimo.
As mulheres são apresentadas como seres verdadeiramente estúpidos.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Rachel getting married


A história não é extraordinariamente original, apesar de não ser má. Mas é pouco desenvolvida. As "falas" mais importantes são olhares, mas podiam estar mais desenvolvidas. Na festa de casamento, há uma simbiose cultural de música e dança pouco comum em filmes americanos. Mas no final do filme, sabe a pouco... Neste filme nada se soluciona, a vida, por vezes, também é assim, infelizmente.

sábado, 16 de maio de 2009

Sobre pessoas...

Espanta-me a capacidade não interpretativa das pessoas. Não sou uma iluminada, e, certamente, escapar-me-ão muitas coisas que acontecem à minha volta. Quisera eu que tal nunca acontecesse, mas acontece. Porém, muito mais do que ver coisas onde não estão, (como fazem os paranóicos, obcecados, vítimas do Síndrome Ai que perseguição) que, dependendo da medida, pode até ser um exercício perfeitamente normal da imaginação, serve de auto-protecção contra as traições da vida, blá-blá-blá....espanta-me sobretudo a não observação dos mais óbvios sinais. Geralmente, estas cegueiras vêm de pessoas que por se terem na mais elevadíssima conta são incapazes de encarar a realidade, porque inventaram uma. Cria-se um universo tão próprio e pessoal, onde pensam que controlam tudo, que se tornam otários...São felizes, mas também são otários.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Porque hoje é Sexta-feira...


woo-hoo
Não ter de ir à faculdade.
Não ter de acordar cedo.
Não ter pensar nos trabalhos que deveria ter feito.
Não pensar no que deveria ter estudado.
Não pensar no que tem de se estudar.
Pensar no que me apetecer,e, fazer o que me apetecer.
Pena ser tão curto o fim de semana.
Mas para mim começa hoje.
woo-hoo

Shebas

...anatomiza-te!!!!!!!!!!!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Há pessoas que repetem orgulhosamente: "Se voltasse atrás faria tudo o que fiz, como fiz". Admiraria quem diz isto, se conseguisse acreditar que é verdade, mas não acredito. Por um lado, é óbvio que quando fazemos algo achamos que estamos a fazer o melhor possível, mesmo que não o seja, mas, de alguma maneira, acreditamos nisso. Há erros que não o são à nascença, tornam-se erros, com o cruel decurso do tempo. Eu, se pudesse voltar atrás, faria tudo diferente.

domingo, 10 de maio de 2009

O tempo passa tão, mas tão rapidamente que eu nem percebo. Acho até que ando com saudades do tempo em que atrofiava por não ter nada para fazer, em que tinha tempo para pensar em tudo o que queria e não queria.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Sou uma procrastinadora irremediável, em tudo na vida, infelizmente.

ser só metade?

"Recomeça se puderes
Devagar e sem pressa
E os passos que deres nesse caminho duro do futuro
Dá-os em Liberdade
Enquanto não alcances não descanses
De nenhum fruto queiras ser só metade"

Miguel Torga

Caminho duro do futuro. Um tormento. A incerteza do futuro pode ser ao mesmo tempo um fascínio e um tormento. E como se doseia este paradoxo?Não sei. Só sei que é bastante temperado pelo pior dos ingredientes...o bicho-medo. E saber que se pode sempre recomeçar é uma esperança presente, mas é, ao mesmo tempo uma ilusão e uma grande canseira.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Esta foto-cabeçalho-do-blog foi tirada há quase um ano, assim como quase um ano tem o blog de existência...o tempo passa...voando. O sol voltou, faz lembrar aqueles dias de praia, assim como a sua àgua deve continuar gelada... lembro-me de termos apanhado cada uma daquelas pedrinhas à beira mar, num fim de tarde, para escrever ARCO IRIS DE PAPEL. Passou um ano (quase) :)
Quando temos mesmo que fazer alguma coisa que não nos apetece, tudo à nossa volta tem de estar muito arrumadinho, ou começa um ataque de urticária. Porquê?

Over!!

http://www.ahlanlive.com/images/tmp/full/wbrannnne_full.jpg
Brad Pitt e Angelina Jolie

Passeando pela internet, deparei-me com a notícia de que estes dois se vão separar.(não sei se é verdade ou boato!). Muito amor, uma grande família, vários bebés...tanta coisa a dividir. Separações quando existem filhos deve ser um verdadeiro terror, pai para um lado, mãe para o outro, discussões sem fim. Não compreendo, particularmente, aqueles pais que não evitam maldizer o ex-companheiro(a) em frente aos filhos. Shame on you. Ninguém é obrigado a ficar casado quando já não se sente bem com a relação só porque tem filhos, mas, definitivamente, tem a obrigação de ser mais cauteloso.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ainda hoje foi Segunda-Feira e eu já estou cansada e a necessitar de um fim-de-semana.

domingo, 3 de maio de 2009

A propósito do Dia do trabalhador...

Parabéns a quem:
-trabalha,
-recebe salário,
-...e é feliz com isso.

São uns verdadeiros sortudos.

Eleições

Vêm aí eleições. Cartazes políticos, jornais cada vez com menos interesse, obras em cada esquina... A política nunca foi consensual. Sempre foi, ao fim de contas, um desânimo, mas tinha o seu interesse.
Agora satura-me, tão somente isso. Cambada de mentirosos inúteis e hipócritas, presos a fantasmas do passado que não era suposto assombrar quem vive o presente. Não se pode meter tudo no mesmo saco, mas não há alternativas, nem há oposição.

domingo, 26 de abril de 2009

No outro dia perguntaram-me:
Tu és feliz não és? Tu pareces ser muito mais feliz que eu, estás sempre bem.

sábado, 25 de abril de 2009

as portas que abril abriu

Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.

Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.

Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.

Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.

Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.

Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos.

Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.

Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.

Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração.

Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.

Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação
uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com que a força da vida
seja maior do que a morte.

Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão.

Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão.

Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa.

Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis.

Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite– pode nascer um país
do ventre duma chaimite.

Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue– é força revolucionária!

Foi então que Abril abriuas portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.

Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.
E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados «páras»que não queriam o degredo
dum povo que se separa.

E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam.

Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração.

Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma ração
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão.

Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão.

Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de vivereste mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.

Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer.

E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.

Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.

Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.

E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.

Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.

Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.

Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.

Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.

Mas eram olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.

E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.

E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.

A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que se desdobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavamos cintos dos que os ouviam.

Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.

E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideais
ambos sectores explorados
ficaram partes iguais.

Entanto não descansavam
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam
silêncios boatos murmúrios
risinhos que se calavam
palácios contra tugúrios
fortunas que levantavam
promessas de maus augúrios
os que em vida se enterravam
por serem falsos e espúrios
maiorais da minoria
que diziam silenciosa
e que em silêncio fazia
a coisa mais horrorosa:minar como um sinapismo
e com ordenados régios
o alvor do socialismo
e o fim dos privilégios.

Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.

E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.
Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.

Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.
Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.

Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.

Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos— cumpriu-se a revolução.

Porém em quintas vivendas
palácios e palacetes
os generais com prebendas
caciques e cacetetes
os que montavam cavalos
para caçarem veados
os que davam dois estalos
na cara dos empregados
os que tinham bons amigos
no consórcio dos sabões
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões
os generais subalternos
que aceitavam os patrões
os generais inimigos
os generais garanhões
teciam teias de aranha
e eram mais camaleões
que a lombriga que se amanha
com os próprios cagalhões.

Com generais desta apanha
já não há revoluções.
Por isso o onze de Março
foi um baile de Tartufos
uma alternância de terços
entre ricaços e bufos.

E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.

Fugiram como cobardes
e para terras de Espanha
os que faziam alardes
dos combates em campanha.

E aqui ficaram de pé
capitães de pedra e calos homens que na Guiné
aprenderam Portugal.
Os tais homens que sentiram
que um animal racional
opõe àqueles que o firam
consciência nacional.

Os tais homens que souberam
fazer a revolução
porque na guerra entenderam
o que era a libertação.
Os que viram claramente
e com os cinco sentidos
morrer tanta tanta gente
que todos ficaram vivos.

Os tais homens feitos de aço
temperado com a tristeza
que envolveram num abraço
toda a história portuguesa.
Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desditada história colonizada.
Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.– Não havia estado novo
nos poemas de Camões!

Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.

Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram
das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.

Por saberem como é
ficaram de pedra e cal
capitães que na Guiné
descobriram Portugal.

E em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalho crescer.

Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
dum país que vai nascer.

Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser
pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.

No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pé do Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.

Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!
É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletária
da nossa revolução.

Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua própria grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.

Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.
Na frente de todos nós
povo soberano e total
que ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.

Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istasque não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!

E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!

Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!

Ary dos Santos (Poeta português, 1937-1984)

terça-feira, 21 de abril de 2009

domingo, 19 de abril de 2009

Palavras


Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill

sábado, 18 de abril de 2009

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Lay down your arms


Chegada de férias e ainda a precisar de descanso. Deixar tudo para último momento só dá dor de cabeça..mas faço sempre a mesma coisa. Ah, um dia vou ser responsável e ter tudo pronto a tempo e horas. Para agravar a situação esta chuva e trovões só dão vontade de deitar na cama envolvida com uma mantinha e dormitar.

sábado, 11 de abril de 2009

sexta-feira, 10 de abril de 2009